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05/08/2008

 

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OS GRANDES ACONTECIMENTOS HISTÓRICOS DO MOVIMENTO

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O CONTEXTO HISTÓRICO

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AS ORIGENS 1938-1939

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O APERFEIÇOAMENTO 1939-1945

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A CARTA 1947

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A EXPANSÃO 1950-1969

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I ENCONTRO INTERNACIONAL LOURDES 1954

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II ENCONTRO INTERNACIONAL ROMA 1959

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III ENCONTRO INTERNACIONAL LOURDES 1965

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IV ENCONTRO INTERNACIONAL ROMA 1970

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RETIRADA DO PADRE CAFFAREL JUNHO 1973

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V ENCONTRO INTERNACIONAL ROMA 1976

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VI ENCONTRO INTERNACIONAL ROMA 1982

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VII ENCONTRO INTERNACIONAL LOURDES 1988

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DECRETO DE RECONHECIMENTO 1992

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VIII ENCONTRO INTERNACIONAL FÁTIMA 1994

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FALECIMENTO DO FUNDADOR 1996

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CINQUENTENÁRIO DA CARTA 1997

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IX ENCONTRO INTERNACIONAL SANTIAGO DE COMPOSTELA 2000

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O RECONHECIMENTO DEFINITIVO DAS ENS JULHO 2002

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O RECONHECIMENTO COMO ASSOCIAÇÃO DE FAMÍLIA
COM REPRESENTATIVIDADE GENÉRICA
2004

 

O CONTEXTO HISTÓRICO

A criação de um movimento de casais, desejosos de se santificarem no e pelo sacramento do Matrimónio foi um grande acontecimento na Igreja, uma verdadeira revolução.

Os métodos e regras de vida espiritual eram entendidos e propostos de forma individual, sobretudo para pessoas consagradas ou de vida monástica. As Equipas de Nossa Senhora vieram propor a Espiritualidade Conjugal e uma metodologia para uma vida em Equipa, em "Comunidade Cristã de Casais", o que constituiu uma surpresa e é hoje entendido como um carisma, um dom dado por Deus à sua Igreja.

 

AS ORIGENS

1938-1939

Estamos em 1938. Quatro jovens casais, ricos em amor renovado e cristãos convictos, querem viver o seu amor à luz da sua Fé. Pedem, então, ao Padre Henri Caffarel que os guie nesta procura. - "Façamos o caminho juntos" - respondeu-lhes o Padre Caffarel.

A primeira reunião realizou-se em Paris, a 25 de Fevereiro de 1939. Foi seguida de muitas outras reuniões apaixonantes. Pouco a pouco, os olhos destes jovens casais descobrem o lugar privilegiado do casal nos desígnios de Deus: Imagem viva de amor que une Cristo à Sua Igreja. Simultaneamente, fazem a experiência da vida comunitária onde se realiza a promessa de Cristo de estar presente (Mt.18, 20). A vida deles progride assim em três vertentes: União a Deus; União entre esposos e entre casais; Abertura aos outros.

 

O APERFEIÇOAMENTO

1939-1945

Durante a II Guerra Mundial, muitas outras equipas se formam. A reflexão alarga-se e aprofunda-se.

Aparece, entretanto, a revista "l’Anneau d’Or" que dará conhecimento a imensos casais, no mundo inteiro, da experiência destes pequenos grupos e da espiritualidade que vivem.

 

A CARTA

1947

No final da guerra, os grupos de casais multiplicam-se. A necessidade de unidade e de estrutura, concretizada numa "Regra" faz-se sentir. Nasce assim a "Carta das Equipas de Nossa Senhora".

Apesar da sua formulação envelhecida, este documento mantém ainda o seu valor pelo que representa no seu conjunto - as metas essenciais dos equipistas: vontade de viver o seu Matrimónio e de aprofundar a sua Fé, com a ajuda de uma Equipa.

A Carta propõe-lhes, para que tal alcancem, um certo número de meios já testados: oração conjugal e familiar; diálogo conjugal regular sob o olhar de Deus; reunião mensal de equipa para rezar e partilhar em conjunto; regra pessoal de vida e retiro espiritual.

 

A EXPANSÃO

 1950-1969

Tendo como suporte a Carta, as Equipas de Nossa Senhora desenvolvem-se rapidamente em França, Bélgica e Suíça. Depois atravessam as fronteiras linguísticas e os Oceanos. Em 1950 chegam ao Brasil e ao Luxemburgo; em 1953 às Ilhas Maurícias, ao Senegal e a Espanha; em 1955 ao Canadá; em 1956 a Inglaterra; em 1958 à Alemanha e Estados Unidos; em 1959 à Áustria e Itália; em 1961 à Austrália e Colômbia; em 1962 a Madagáscar e Vietname; em 1963 ao Líbano e Irlanda; em 1968 ao Japão e África francófona; em 1969 à Índia...

O espírito das ENS chegou a Portugal em 1955 com a criação da equipa Lisboa 1, que viria a ser reconhecida em 1959. O reconhecimento oficial do Movimento ocorreu em 1957, com o reconhecimento da equipa Porto 1.

O salto das Equipas de Nossa Senhora para além das fronteiras de França obriga a uma opção entre duas fórmulas: ser uma federação de movimentos nacionais e paralelos, ou ser um movimento único e internacional.

Em 1960, o Movimento das ENS recebe o primeiro reconhecimento oficial da Igreja, através duma carta do Cardeal Feltin, Arcebispo de Paris.

 

I ENCONTRO INTERNACIONAL

LOURDES 1954

Neste encontro, após uma reflexão profunda, o Movimento é totalmente integrado na Igreja e assume um carácter de universalidade.

 

II ENCONTRO INTERNACIONAL

ROMA 1959

Neste encontro é feita a reflexão sobre a vocação das ENS, que aí se definem como movimento de espiritualidade para se distinguir dos movimentos da Acção Católica.

 

III ENCONTRO INTERNACIONAL

LOURDES 1965

No seu discurso, o Padre Caffarel dá a orientação para o Movimento, baseado em S. João 13, 34: "Dou-vos um momento novo: que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei". É a orientação que leva ao sentido profundo, à mística da Partilha e do Pôr em Comum, bem como ao incentivo de nos pormos ao serviço da Igreja.

 

IV ENCONTRO INTERNACIONAL

ROMA 1970

Este encontro, que se realiza já na época conciliar, teve uma enorme participação de casais – cerca de 2000, vindos de vinte e três países – que viveram, com amor fraternal, uma experiência excepcional. Durante este encontro, o Papa Paulo VI, num belíssimo discurso, confirma solenemente a intenção fundamental que tinha presidido na formação das primeiras equipas: o amor humano é o caminho para a santidade; o casal, imagem privilegiada do seu Criador, unido pelo sacramento do Matrimónio, é o "rosto sorridente e doce da Igreja". O casal tem, assim, uma vocação própria e um testemunho específico a dar ao mundo.

 

RETIRADA DO PADRE CAFFAREL

JUNHO 1973

Em Junho de 1973, as Equipas de Nossa Senhora defrontam-se com uma etapa nova: o seu fundador , o Padre Caffarel, decide retirar-se para deixar o seu lugar a uma equipa mais jovem, para permitir a continuação do "grande esforço de oração, de reflexão e de transformação, para continuar, com vontade inflexível, a descobrir a vontade de Deus sobre o Movimento e a sua missão, na fidelidade à intuição das origens e na compreensão dos sinais dos tempos".

Entretanto, em 1975, as Equipas de Nossa Senhora são reconhecidas por Roma como uma "Associação Internacional Católica" (Carta do Cardeal Roy, Presidente do Conselho Pontifício para os Leigos).

 

V ENCONTRO INTERNACIONAL

ROMA 1976

É o primeiro encontro já sem o Padre Caffarel, entretanto retirado. O primeiro trabalho da nova equipa responsável é fornecer um panorama actual da Carta num documento preciso e conciso: "O que é uma Equipa de Nossa Senhora – Complemento à Carta", que constitui hoje uma referência para as equipas de todo o mundo.

Este encontro, que teve uma participação de 1500 casais e conselheiros espirituais, confirma a orientação do Movimento na sua vida espiritual e apostólica, por um lado, no sentido da vocação evangélica do casal cristão e, por outro, que as ENS devem estar ao serviço da evangelização.

Foi no seguimento deste encontro que nasceram as Equipas de Jovens de Nossa Senhora (E.J.N.S.).

 

VI ENCONTRO INTERNACIONAL

ROMA 1982

Desta vez, são 2400 casais e cerca de 300 padres vindos dos cinco continentes que se encontram em Roma, para aí viverem uma semana de Oração e de Partilha, fazerem o balanço do caminho percorrido e traçarem as directrizes para uma nova etapa.

As grandes orientações são sobre a complementaridade dos sacramentos da Eucaristia e do Matrimónio.

A Equipa Responsável reflectiu muitíssimo sobre a evolução das estruturas do Movimento, de modo a responder à sua crescente internacionalização, o que a levou a reafirmar o seu carácter de movimento único e internacional e a criar, nos finais de 1985, uma Equipa Responsável Internacional que trabalha em estreita colaboração e colegialidade com os responsáveis dos diferentes países (cf. organigrama do Movimento).

 

VII ENCONTRO INTERNACIONAL

LOURDES 1988

Depois dos quarenta anos da Carta (1987), data celebrada em todo o mundo, o Movimento está numa etapa decisiva da sua vida. Procurando "discernir e aprofundar o que Deus espera das Equipas de Nossa Senhora nos anos vindouros", propõe aos seus membros que, para evitar o desalento, o habitual, senão mesmo a rotina, descubram o "Segundo Fôlego" que todo o atleta reconhece indispensável a qualquer esforço de longa duração.

A partir da observação da realidade do mundo, confirma-se a missão das ENS e dos seus casais na difusão da espiritualidade conjugal, lembrando que o sacramento do Matrimónio exige abnegação e que é um caminho de amor, felicidade e santidade.

A grande orientação do "Segundo Fôlego" é o convite a que cada casal, cada equipa pare e reflita para que, retomando o impulso do carisma das ENS, se deixe renovar pelo Espírito Santo.

Este documento é um ponto de partida, uma estaca sobre o caminho, um texto de referência, um apelo à criatividade lançado a todas as equipas de todos os países.

 

DECRETO DE RECONHECIMENTO

1992

No seguimento de esforços desenvolvidos oficialmente pelo Movimento, a 18 de Abril de 1984, o Cardeal Pironio, Presidente do Conselho Pontifício para os Leigos, assinou, em dia de Páscoa de 1992, o Decreto de Reconhecimento das Equipas de Nossa Senhora, enquanto Associação de fiéis de Direito privado e a aprovação dos Estatutos, segundo o novo Código de Direito Canónico.

Com efeito, é o terceiro reconhecimento oficial das Equipas de Nossa Senhora pela Igreja: a primeira foi a do Cardeal Feltin, Arcebispo de Paris, aquando da fundação do Movimento (Carta de 25 de Março de 1960); a segunda, a do Cardeal Roy, Presidente do Conselho de Leigos, em Roma (Carta de 18 de Fevereiro de 1975); a terceira, o reconhecimento das Equipas de Nossa Senhora como "Associação de Fiéis de Direito Privado", através da Carta do Cardeal Pironio (1992).

 

VIII ENCONTRO INTERNACIONAL

FÁTIMA 1994

Cerca de 5100 membros das Equipas de Nossa Senhora – casais e padres/ conselheiros espirituais – vindos de quarenta e tal países dos cinco continentes, encontram-se em Fátima, em Julho: era o oitavo encontro internacional, desde o primeiro em Lourdes (1954), sucedendo-se de seis em seis anos. Tendo a Igreja feito sua a proposta da ONU, proclamando o ano de 1994 "Ano da Família", as Equipas de Nossa Senhora, Movimento da Igreja, quiseram unir-se a este objectivo centrando a sua reflexão no tema "Ser Família hoje na Igreja e no Mundo". E fizeram-no, segundo o seu carisma próprio de Movimento de Espiritualidade Conjugal, a partir do casal que é o "centro" da Família.

As orientações propostas são baseadas no texto das Bodas de Caná e são consubstanciadas nas três frases:

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Não têm vinho – a atenção, o realismo e a solicitude

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Fazei o que Ele vos disser – a disponibilidade interior para conhecer a vontade de Deus – Oração

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Enchei as talhas de água – o convite a pôr os talentos ao serviço do amor

FALECIMENTO DO FUNDADOR

1996

No dia 18 de Setembro, o Padre Henri Caffarel foi chamado por Deus, na Maison de Troussures, onde fundara uma escola de oração, depois de se ter retirado da animação do Movimento em 1973.

 

CINQUENTENÁRIO DA CARTA

1997

O quinquagésimo aniversário da promulgação da Carta fundadora foi celebrado em todos os países. Nesta data a reunião anual do Colégio Internacional teve lugar em Paris. De referir, ainda, a realização de uma cerimónia internacional, que teve lugar no dia 8 de Dezembro, na igreja de Saint-Augustin, no dia exacto e no mesmo local onde foi promulgada a Carta em 1947.

 

IX ENCONTRO INTERNACIONAL

SANTIAGO DE COMPOSTELA 2000

Cerca de 7000 membros das Equipas de Nossa Senhora – casais e padres conselheiros espirituais – vindos dos cinco continentes, encontraram-se, em Santiago de Compostela, de 19 a 23 de Setembro. Neste ano do Grande Jubileu, e seguindo a sugestão da mensagem do Santo Padre João Paulo II enviada ao Casal Responsável da ERI "... como Movimento Cristão compete-vos também propor sempre mais uma espiritualidade conjugal e familiar enraizada no Sacramento do Matrimónio, que constituirá um fundamento sólido para a relação com Deus e entre as pessoas...", os casais presentes reflectiram sobre o tema "O casal cristão, imagem de Deus Trinitário".

A grande orientação prioritária do Movimento para os próximos seis anos é "Ser Casal Cristão Hoje na Igreja e no Mundo".

 

O RECONHECIMENTO DEFINITIVO DAS ENS

Julho de 2002

 No dia 26 de Julho de 2002, festa de Santa Ana e de S. Joaquim, pais da Virgem Maria, o Conselho Pontifício para os Leigos reconheceu definitivamente as Equipas de Nossa Senhora como Movimento de Fiéis Laicos. Desde 1992 que os nossos Estatutos Canónicos são reconhecidos “Ad Experimentum”, isto é, em regime probatório.

 Hoje, como recordam Sua Excelência Monsenhor Rylko, Secretário, e Sua Eminência o Cardeal James Francis Stafford, Presidente do Conselho Pontifício:

"A irradiação apostólica do Movimento e o aprofundamento da formação dos membros das Equipas de Nossa Senhora, trabalhando ao serviço da família e da sociedade, ao longo de todos estes últimos anos, ajudando os casais a viver cristãmente a sua vida de casados e a descobrir e a realizar o projecto de Deus sobre eles na sua vida quotidiana [...} permite decretar o reconhecimento do Movimento das Equipas de Nossa Senhora como associação privada internacional de fiéis, dotada de personalidade jurídica de acordo com o Código de Direito Canónico"

 Este reconhecimento é a confirmação, para todos os equipistas, da qualidade dos seus compromissos apostólicos de casal e da seriedade da sua caminhada espiritual.

Ver Texto completo do Decreto de Reconhecimento

Ver Texto completo dos Estatutos Canónicos das ENS

 

O RECONHECIMENTO COMO ASSOCIAÇÃO DE FAMÍLIA COM REPRESENTATIVIDADE GENÉRICA

Dezembro de 2004

O Movimento das Equipas de Nossa Senhora foi registado, no dia 15 de Dezembro de 2004, no Livro de Registos das Associações de Família, como Associação de Famílias de Representatividade genérica.

Este reconhecimento foi concedido pela Coordenação Nacional para os Assuntos da Família, do Ministério de Segurança Social, da Família e da Criança.

Para a assinatura do protocolo, estiveram presentes o Responsável da Associação das Equipas de Nossa Senhora, José Augusto Moura Soares e o Responsável do Secretariado, José António Côrte-Real.

Ver Texto completo do Decreto de Reconhecimento

 

 

   

 

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