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Liturgia das Horas Introdução, Guia Fácil e Calendário Litúrgico 2007/2008

 

"Discurso de Chantilly"

 Discurso proferido pelo Padre Caffarel na data da comemoração dos 40 anos da Carta, em 1987

 

CONSELHO PONTIFÍCIO PARA A FAMÍLIA 

CARTA DOS DIREITOS DA FAMÍLIA


Encontro Internacional em Lourdes, 2006
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05/08/2008

 

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Compilação de Textos da Hierarquia, Textos de Conferências ou Textos publicados pelas ENS.

A IGREJA EM PORTUGAL, HOJE

Conferência de D. Manuel Clemente ao Colégio Internacional das ENS reunido em Fátima

Apresento nesta curta reflexão algumas notas pessoais sobre a relação da Igreja Católica com o Portugal contemporâneo. Uma breve caracterização que me levará a adiantar alguns pontos para o futuro.

Comecemos pelo país, Portugal. Um território com cerca de 90 000 quilómetros quadrados (continente e ilhas), uma população que ronda os dez milhões, imigrantes incluídos. Uma das mais antigas nações europeias (independente desde o século XII), com forte unidade cultural. Uma experiência histórica densa, com grande expansão mundial desde o século XV...

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Conferências do P. Manuel Gaspar Magalhães

Retiro dos Sectores Oeiras A e Cascais D, 17-18 de Maio de 2008

 O Retiro Anual é "de obrigação" nas ENS e constitui um espaço importante de Paragem, Encontro, Oração e Partilha dentro do Movimento, sob a protecção da Igreja, nossa Mãe, onde Deus FALA aos nossos silêncios e nós O ESCUTAMOS no SEU SILÊNCIO.

O Tema das 3 Conferências do Retiro versou sobre o Valor Transcendente da Vida, na linha da Carta Pastoral: “Evangelho da Vida” de João Paulo II, a qual, infelizmente, era desconhecida para a grande maioria dos casais presentes.

É de assinalar a comunhão espiritual que o Padre Magalhães conseguiu imprimir às nossas Eucaristias, levando-nos a sentirmo-nos, verdadeiramente, como irmãos, na Presença Viva de Cristo Ressuscitado, que nos congregou na Partilha da Palavra e na Partilha do Seu Corpo e Sangue, tomado sob as duas espécies.

Texto completo da Introdução e Conferências

FAMÍLIA, EMPRESA, TRABALHO

António Bagão Félix

... Sobre a família já tudo foi dito, escrito e proclamado. Por quem nela deposita o magistério da esperança, e também por quem dela desdenha, desconfia e até prognostica o seu obituário.

Não há político, sociólogo ou opinador que não nos pregue um bom “sermão” a propósito da família. Poder-se-á afirmar que a convergência verbal ou nominal está assegurada quanto ao papel desta instituição básica da sociedade, mas que, ao invés, a divergência real é visível entre o verbo e a vontade, entre o encómio e a convicção, entre as intenções declaradas e as acções encetadas...

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Credo do Povo de Deus - Papa Paulo VI

Veneráveis irmãos e diletos filhos:

1. Encerramos, com esta Liturgia solene, tanto a celebração do XIX centenário do martírio dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, como este ano que denominamos "Ano da Fé". Nós o dedicamos à comemoração dos Apóstolos, não só com a intenção de testemunhar nossa vontade inquebrantável de conservar sem corrupção o depósito da Fé (cf. 1Tm 6,20) que eles nos transmitiram, senão também para confirmar o nosso propósito de relacionar a mesma Fé com a vida dos tempos atuais, em que a Igreja deve peregrinar no mundo...

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“Quem observa os seus mandamentos permanece em Deus, e Deus permanece nele”. (1Jo 3,24a)

Chiara Lubich

 Quem ama gostaria de estar sempre com a pessoa amada. Esse também é o desejo de Deus, que é Amor. Criou-nos para que pudéssemos encontrá-lo e, sendo ele o único capaz de saciar o nosso coração, não teremos alegria plena enquanto não alcançarmos a íntima união com ele. Desceu do céu para estar conosco e para introduzir-nos na sua comunhão...

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Carta Pastoral do Cardeal-Patriarca à Igreja de Lisboa

D. José Policarpo, Cardeal Patriarca de Lisboa,  Solenidade da Santíssima Trindade, Dia da Igreja Diocesana18 de Maio de 2008,

Introdução

1. Quando se completam trinta anos do meu ministério episcopal ao serviço da Igreja de Lisboa, os últimos dez como Patriarca, resolvi escrever-vos esta Carta, talvez inspirado pelo Apóstolo Paulo, de quem vamos celebrar os 2000 anos de nascimento e que escrevia frequentemente cartas às Igrejas nascidas do seu ministério apostólico. Nela, quero falar-vos da nossa Igreja diocesana, como eu a vejo, como eu a desejo, como eu a amo, na firme certeza de que é o Senhor, através do Seu Espírito, quem a ama e constrói, através do nosso ministério e da fidelidade de todos os cristãos...

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 “A Palavra rezada” - Catequese do 5º Domingo da Quaresma

D. José Policarpo, Cardeal Patriarca de Lisboa,  Sé Patriarcal, 9 de Março de 2008

 1. Toda a escuta sincera da Palavra integra-se na atitude orante, é o ponto de partida da experiência da oração. “A oração é o exercício do desejo”, afirma Bento XVI, citando Santo Agostinho[1]. E o P. Voillaume afirma: “O sentimento de insatisfação faz parte da oração: é a prova de um desejo não satisfeito que só pode crescer com amor. A oração, em vez de matar essa sede, fá-la cada vez maior”[2]. O desejo de escutar o Senhor e de entrar na sua intimidade é o dinamismo da oração e está presente quando, lendo a Sagrada Escritura, não se pretende apenas aprender, mas se deseja ardentemente escutar o Deus vivo. Quem escuta ou lê a Escritura com fé, é movido por este desejo de escutar a Palavra viva de Deus, deixando-se arrastar para a convivência íntima com Ele.

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 “A Escritura e a Igreja” - Catequese do 4º Domingo da Quaresma

 D. José Policarpo, Cardeal Patriarca de Lisboa, Sé Patriarcal, 2 de Março de 2008

 1. A Escritura, conjunto de livros considerados pela Igreja como inspirados, isto é, expressão em linguagem humana da Palavra eterna de Deus, sob acção do Espírito Santo, é parte importante, embora não exclusiva, da Palavra de Deus dirigida aos homens e escutada pela Igreja. Não é expressão única dessa Palavra eterna, porque Deus pode continuar a revelar-Se pessoalmente ao coração dos crentes; a Tradição viva da fé da Igreja, também ela conduzida pelo Espírito, é manifestação da Palavra de Deus, como o é o Magistério da Igreja, enviada por Deus a anunciar a Palavra e também ela conduzida pelo Espírito. Entre estas várias expressões da Palavra eterna não pode haver contradições, pois todas elas são expressão viva e actual em cada tempo, de Jesus Cristo, a Palavra encarnada. Sob todas estas formas, Deus revela-Se ao Seu Povo. O Povo de Deus, com quem Ele fez Aliança, é o verdadeiro interlocutor de Deus para O escutar e acolher a Sua Palavra. A Igreja, Povo do Senhor, é o critério decisivo da verdade que Deus comunica ao homem, ela é infalível nesse processo de escuta da Palavra. Ouçamos, a este propósito, o Concílio Vaticano II: “O conjunto dos fiéis, tendo a unção que vem do Espírito Santo, não pode enganar-se na fé; este dom particular do conjunto dos fiéis, manifesta-se através do sentido sobrenatural da fé, que é aquele de todo o Povo de Deus, quando, desde os Bispos aos últimos dos fiéis leigos, presta às verdades que dizem respeito à fé e aos costumes um consentimento universal”[1]...

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A Fé e a escuta da Palavra de Deus” - Catequese do 3º Domingo da Quaresma

D. José Policarpo, Cardeal Patriarca de Lisboa, Sé Patriarcal, 24 de Fevereiro de 2008

1. “A Deus que revela é devida a obediência da fé”[1]. O Concílio, inspirado em São Paulo, para quem a fé é uma obediência a Deus que nos revelou a Sua Palavra, situa assim a relação da nossa fé com a Palavra de Deus.

Já vimos que o desejo de Deus é fazer-nos escutar a Sua Palavra eterna, entrando em comunhão íntima com o Seu mistério. Fá-lo, normalmente, através da Palavra inspirada, a Escritura, a Palavra da Igreja, a sua intervenção nos acontecimentos da nossa vida. A Palavra revelada é sacramento que nos leva à intimidade com Deus, permitindo-nos escutá-l’O, tocando o Seu desígnio a nosso respeito. Através da palavra humana da Escritura ou da Igreja, Deus pode estabelecer, com cada crente, um diálogo de revelação e de intimidade, que apenas explicita e situa na vida de cada um a Palavra de Deus encarnada na Palavra revelada. As revelações privadas não podem, nem afastar-se, nem contradizer, o que Deus nos diz em Jesus Cristo e na Palavra de Deus, Escritura ou Tradição...

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O Verbo eterno encarna na palavra humana: o carisma profético” - Catequese do 2º Domingo da Quaresma

D. José Policarpo, Cardeal Patriarca de Lisboa, Sé Patriarcal, 16 de Fevereiro de 2008

 1. O silêncio que se abateu entre o homem e Deus, devido ao pecado, só pode ser quebrado pelo próprio Deus, revelando-Se, comunicando a homens escolhidos, por meios extraordinários, a Sua Palavra de amor. A revelação da Sua Palavra não se sobrepõe ao homem, é feita por meios humanos, valorizando aqueles dinamismos que, no homem, ainda guardam abertura à Palavra do Senhor. A revelação não é só para o homem, é feita com o homem, empenhando a sua inteligência, o seu coração, a sua acção na história, a sua capacidade relacional na recepção da Palavra de Deus. Como diz Santo Agostinho, “Deus fala-nos por meio de homens e à maneira humana porque, falando-nos assim, Ele procura-nos”[1]. É o dinamismo da Encarnação que se inaugura e foi o caminho escolhido por Deus para restabelecer o diálogo e a intimidade com os homens. Este dinamismo vai ter a sua plenitude em Jesus Cristo, o Verbo encarnado, a Palavra eterna de Deus feita homem. N’Ele Deus adquire a possibilidade de falar abertamente aos homens em linguagem humana...

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"O Verbo eterno e o silêncio de Deus"  - Catequese do 1º Domingo da Quaresma

D. José Policarpo, Cardeal Patriarca de Lisboa, Sé Patriarcal, 10 de Fevereiro de 2008

1. O Santo Padre Bento XVI convocou o Sínodo dos Bispos e propôs-lhe como tema aprofundar o mistério da Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja. As catequeses desta Quaresma situam-se nesse âmbito: elas representam o meu contributo pessoal para essa meditação de aprofundamento na Igreja de Lisboa...

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Mensagem de Quaresma do Cardeal Patriarca de Lisboa

Lisboa, 2 de Fevereiro de 2008, Festa da Apresentação do Senhor. † JOSÉ, Cardeal-Patriarca

1. O Santo Padre Bento XVI dirigiu a toda a Igreja a sua Mensagem para esta Quaresma. Compete-me a mim concretizá-la para a Igreja de Lisboa, tendo em conta as suas características, dinamismos e fragilidades, anseios e dificuldades, no contexto das opções prioritárias da nossa acção pastoral.

O desafio global que cada Quaresma nos apresenta é assim enunciado pelo Santo Padre: “A Quaresma oferece-nos uma providencial ocasião para aprofundar o sentido e o valor da nossa identidade de cristãos, e estimula-nos a redescobrir a misericórdia de Deus, a fim de nos tornarmos, por nossa vez, mais misericordiosos para com os irmãos”...

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Mensagem de Sua Santidade o Papa Bento XVI para a Quaresma de 2008

Vaticano, 30 de Outubro de 2007, BENEDICTUS PP. XVI

Queridos irmãos e irmãs!

1. Todos os anos, a Quaresma oferece-nos uma providencial ocasião para aprofundar o sentido e o valor do nosso ser de cristãos, e estimula-nos a redescobrir a misericórdia de Deus a fim de nos tornarmos, por nossa vez, mais misericordiosos para com os irmãos. No tempo quaresmal, a Igreja tem o cuidado de propor alguns compromissos específicos que ajudem, concretamente, os fiéis neste processo de renovação interior: tais são a oração, o jejum e a esmola. Este ano, na habitual Mensagem quaresmal, desejo deter-me sobre a prática da esmola, que representa uma forma concreta de socorrer quem se encontra em necessidade e, ao mesmo tempo, uma prática ascética para se libertar da afeição aos bens terrenos...

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Carta Encíclica "Spe Salvi" do Sumo Pontífice Bento XVI sobre a Esperança Cristã
Dado em Roma, junto de São Pedro, no dia 30 de Novembro de 2007

 Introdução

1. « SPE SALVI facti sumus » – é na esperança que fomos salvos: diz São Paulo aos Romanos e a nós também (Rm 8,24). A « redenção », a salvação, segundo a fé cristã, não é um simples dado de facto. A redenção é-nos oferecida no sentido que nos foi dada a esperança, uma esperança fidedigna, graças à qual podemos enfrentar o nosso tempo presente: o presente, ainda que custoso, pode ser vivido e aceite, se levar a uma meta e se pudermos estar seguros desta meta, se esta meta for tão grande que justifique a canseira do caminho. E imediatamente se levanta a questão: mas de que género é uma tal esperança para poder justificar a afirmação segundo a qual a partir dela, e simplesmente porque ela existe, nós fomos redimidos? E de que tipo de certeza se trata?...

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Discurso de Bento XVI aos bispos portugueses
Por ocasião da visita ad limina apostolorum
Cidade do Vaticano, Domingo, 11 de Novembro de 2007

 Senhor Cardeal Patriarca,

Amados Bispos portugueses!

Sinto grande alegria em receber-vos hoje na Casa de Pedro, pela força de Deus sólido pilar daquela ponte que sois chamados a ser e a estabelecer entre a humanidade e o seu destino supremo, a Santíssima Trindade. Oito anos depois da vossa última Visita ad Limina, encontrais modificado o rosto de Pedro mas não o coração nem os braços que vos acolhem e confirmam na força de Deus que nos sustenta e irmana em Cristo Senhor: «Graça e paz vos sejam dadas em abundância» (1 Ped 1, 2). Com estas palavras de boas-vindas, a todos saúdo, agradecendo ao presidente da Conferência Episcopal, Dom Jorge Ortiga, o esboço feito da vida e situação das vossas dioceses e os devotados sentimentos que me exprimiu em nome de todos e que retribuo com vivo afecto e a certeza das minhas orações por vós e quantos estão confiados à vossa solicitude pastoral...

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Discurso do Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa a Bento XVI
Audiência do Episcopado Português com Bento XVI
Visita «Ad Limina»: 10-11-07
Santidade,

A nossa peregrinação a Roma experimenta neste momento a comum declaração da mais sincera comunhão cum Petro e sub Petro. Fazemo-lo na co-responsabilidade de quem pretende gastar as suas energias para que a Igreja, siga um itinerário de espiritualidade de comunhão e seja no mundo uma verdadeira «casa e escola de comunhão» (N.M.I. 43). Com a Exortação Apostólica do saudoso Papa João Paulo II, Pastores Gregis, queremos assegurar a vontade de nos tornarmos Bispos "servidores do Evangelho de Jesus Cristo para a esperança do mundo". Trata-se dum programa pessoal que colocamos nos nossos propósitos e intenções....

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A Missão das ENS a Moçambique em 2007

Testemunho do Padre Edgar Clara

Vivem num dos países mais pobres do continente africano, MOÇAMBIQUE. Seguem a fé cristã, transmitida pelos missionários portugueses há vários séculos. A Igreja é viva e a cultura tradicional enraizada. Casamento? Apenas depois de cumpridas as exigências da Tradição local.

África, desde há séculos evangelizada por cristãos europeus, começa agora a produzir os seus frutos. Mesmo nas dioceses mais pequenas aumenta o número de padres de origem africana. Aos poucos, a Igreja em África torna-se autónoma, dispensando a presença de missionários. Crescem todos os anos o número de vocações de especial consagração. Mas o trabalho da evangelização e de intercâmbio entre a Europa e África não pára. Num país com meio milhão de católicos baptizados - cerca de 25 por cento da população total - a Igreja pretende continuar a apostar na evangelização.

Durante o mês de Agosto, centenas de voluntários chegaram a Moçambique para trabalhar nos campos da educação cívica e social, acção caritativa, catequese e formação cristã. De Lisboa, três casais partiram no mês de Agosto para uma missão de doze dias. Acompanhar os casais das Equipas de Nossa Senhora (ENS), que estão desde há nove anos em Moçambique, foi o principal objectivo desta missão que marca os 60 anos da criação da primeira Equipa...

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Se conhecesses o dom de Deus” Jo 4,10

Padre Ângelo Epis (Conselheiro Espiritual da ERI), Colégio Internacional das ENS 2007

Tendo como pano de fundo o capítulo 4 do evangelho de João, procuramos ler a realidade que nos interpela e abrir-nos às provocações do Espírito no tempo de hoje. O evangelista diz: “Ficava ali o poço de Jacob. Então Jesus, cansado da caminhada, sentou-se, sem mais, na borda do poço.” (Jo 4, 6). Vamos deter-nos um pouco nesta imagem para descobrir a vontade de Deus e a força renovadora do Espírito neste tempo. Parece-me que o percurso futuro da nossa viagem poderia sair deste ícone. Os tempos que vivemos, as provocações, as necessidades e os sinais podem ser lidos, compreendidos e realizados na medida em que saibamos acolher a presença de Deus e o seu desígnio para nós...

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“Eu procuro-O no teu olhar, porque o nosso Deus é olhar. Um olhar sempre vivo” (Henry Caffarel)

Carlo e Maria Carla Volpini, Apresentação ao Colégio Internacional das ENS, Durham 2007

 O dia de hoje tem o fio condutor da oração e foi-nos confiada a tarefa de desenvolver uma reflexão sobre este tema difícil, mas também muito fascinante, falar da oração sem falar de orações, dizer alguma coisa a respeito de um olhar que nos deve conduzir à fé, que deve, como diz Caffarel, fazer-nos conhecer o Absoluto de Deus porque Deus é olhar...

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"Escolhidos por Amor"

P. José Lima, Encontro Nacional de Responsáveis, Fátima, Fevereiro 2007

Querendo comunicar-vos a alegria que me dais por estar aqui entre vós, entre centenas de casais unidos num mesmo ideal e na mesma aventura de construir a sociedade humana com futuro, partilho convosco a convicção de que todos somos “escolhidos por amor”. Não é caso que pertença só a alguns, ainda que por acaso isto possa parecer aqui e acolá. A família humana, nisto que hoje nos reúne, não tem discriminações; tem diferença, tem percursos singulares, tem histórias e lugares ou cenários onde as particularidades aparecem, onde a diferença se impõe. Mas, é sempre o resultado da mesma “escolha por amor”. Estou convicto, olhando para o que nos funda a todos, que sem o amor não há humanidade...

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Conclusões do Congresso Teológico-Pastoral sobre “A transmissão da Fé na Família”

Valência, 04-07 de Julho de 2006

 Convocado pelo Conselho Pontifício para a Família, em colaboração com a Arquidiocese de Valência, entre 04 e 07 de Julho realizou-se o Congresso Teológico-Pastoral subordinado ao tema “A transmissão da Fé na Família”, no âmbito do V Encontro Mundial da Família. Contou com a participação de um vasto número de Cardeais, Arcebispos, Bispos, professores universitários, sacerdotes, religiosos e religiosas e, especialmente, famílias provenientes dos mais diversos países do mundo. No total estiveram presentes cerca de 9.000 pessoas...

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EXORTAÇÃO APOSTÓLICA PÓS-SINODAL SACRAMENTUM CARITATIS DE SUA SANTIDADE BENTO XVI
Dado em Roma, junto de São Pedro, no dia 22 de Fevereiro  de 2007

1. Sacramento da Caridade, (1) a santíssima Eucaristia é a doação que Jesus Cristo faz de Si mesmo, revelando-nos o amor infinito de Deus por cada homem. Neste sacramento admirável, manifesta-se o amor « maior »: o amor que leva a « dar a vida pelos amigos » (Jo 15, 13). De facto, Jesus « amou-os até ao fim » (Jo 13, 1). Com estas palavras, o evangelista introduz o gesto de infinita humildade que Ele realizou: na vigília da sua morte por nós na cruz, pôs uma toalha à cintura e lavou os pés aos seus discípulos. Do mesmo modo, no sacramento eucarístico, Jesus continua a amar-nos « até ao fim », até ao dom do seu corpo e do seu sangue. Que enlevo se deve ter apoderado do coração dos discípulos à vista dos gestos e palavras do Senhor durante aquela Ceia! Que maravilha deve suscitar, também no nosso coração, o mistério eucarístico!...

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