Compilação
de Textos da Hierarquia, Textos de Conferências ou Textos publicados pelas
ENS.

A IGREJA EM
PORTUGAL, HOJE
Conferência de D. Manuel Clemente ao
Colégio Internacional das ENS reunido em Fátima
Apresento nesta curta
reflexão algumas notas pessoais sobre a relação da Igreja Católica com o
Portugal contemporâneo. Uma breve caracterização que me levará a adiantar
alguns pontos para o futuro.
Comecemos pelo país,
Portugal. Um território com cerca de 90 000 quilómetros quadrados (continente
e ilhas), uma população que ronda os dez milhões, imigrantes incluídos. Uma
das mais antigas nações europeias (independente desde o século XII), com
forte unidade cultural. Uma experiência histórica densa, com grande expansão
mundial desde o século XV...
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Conferências
do P. Manuel Gaspar
Magalhães
Retiro dos Sectores Oeiras A e
Cascais D, 17-18 de Maio de 2008
O Retiro Anual é "de
obrigação" nas ENS e constitui um espaço importante de Paragem, Encontro,
Oração e Partilha dentro do Movimento, sob a protecção da Igreja, nossa Mãe,
onde Deus FALA aos nossos silêncios e nós O ESCUTAMOS no SEU SILÊNCIO.
O Tema das 3
Conferências do Retiro versou sobre o Valor Transcendente da Vida, na
linha da Carta Pastoral: “Evangelho da Vida” de João Paulo II, a
qual, infelizmente, era desconhecida para a grande maioria dos casais
presentes.
É de assinalar a
comunhão espiritual que o Padre Magalhães conseguiu imprimir às nossas
Eucaristias, levando-nos a sentirmo-nos, verdadeiramente, como irmãos, na
Presença Viva de Cristo Ressuscitado, que nos congregou na Partilha da
Palavra e na Partilha do Seu Corpo e Sangue, tomado sob as duas espécies.
Texto completo da Introdução e Conferências

FAMÍLIA,
EMPRESA, TRABALHO
António Bagão Félix
... Sobre a família já
tudo foi dito, escrito e proclamado. Por quem nela deposita o magistério da
esperança, e também por quem dela desdenha, desconfia e até prognostica o
seu obituário.
Não há político,
sociólogo ou opinador que não nos pregue um bom “sermão” a propósito da
família. Poder-se-á afirmar que a convergência verbal ou nominal está
assegurada quanto ao papel desta instituição básica da sociedade, mas que,
ao invés, a divergência real é visível entre o verbo e a vontade, entre o
encómio e a convicção, entre as intenções declaradas e as acções
encetadas...
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Credo do Povo
de Deus - Papa Paulo VI
Veneráveis irmãos e
diletos filhos:
1. Encerramos, com
esta Liturgia solene, tanto a celebração do XIX centenário do martírio dos
Santos Apóstolos Pedro e Paulo, como este ano que denominamos "Ano da Fé".
Nós o dedicamos à comemoração dos Apóstolos, não só com a intenção de
testemunhar nossa vontade inquebrantável de conservar sem corrupção o
depósito da Fé (cf. 1Tm 6,20) que eles nos transmitiram, senão também para
confirmar o nosso propósito de relacionar a mesma Fé com a vida dos tempos
atuais, em que a Igreja deve peregrinar no mundo...
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“Quem observa
os seus mandamentos permanece em Deus, e Deus permanece nele”. (1Jo 3,24a)
Chiara Lubich
Quem ama gostaria de
estar sempre com a pessoa amada. Esse também é o desejo de Deus, que é Amor.
Criou-nos para que pudéssemos encontrá-lo e, sendo ele o único capaz de
saciar o nosso coração, não teremos alegria plena enquanto não alcançarmos a
íntima união com ele. Desceu do céu para estar conosco e para introduzir-nos
na sua comunhão...
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Carta Pastoral
do Cardeal-Patriarca à Igreja de Lisboa
D. José Policarpo, Cardeal Patriarca de
Lisboa, Solenidade da Santíssima Trindade, Dia da Igreja Diocesana18
de Maio de 2008,
Introdução
1. Quando se
completam trinta anos do meu ministério episcopal ao serviço da Igreja de
Lisboa, os últimos dez como Patriarca, resolvi escrever-vos esta Carta,
talvez inspirado pelo Apóstolo Paulo, de quem vamos celebrar os 2000 anos de
nascimento e que escrevia frequentemente cartas às Igrejas nascidas do seu
ministério apostólico. Nela, quero falar-vos da nossa Igreja diocesana, como
eu a vejo, como eu a desejo, como eu a amo, na firme certeza de que é o
Senhor, através do Seu Espírito, quem a ama e constrói, através do nosso
ministério e da fidelidade de todos os cristãos...
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“A
Palavra
rezada” - Catequese do 5º Domingo da Quaresma
D. José Policarpo, Cardeal Patriarca de
Lisboa, Sé Patriarcal, 9 de Março de 2008
1. Toda a escuta
sincera da Palavra integra-se na atitude orante, é o ponto de partida da
experiência da oração. “A oração é o exercício do desejo”, afirma Bento XVI,
citando Santo Agostinho[1].
E o P. Voillaume afirma: “O sentimento de insatisfação faz parte da oração:
é a prova de um desejo não satisfeito que só pode crescer com amor. A oração,
em vez de matar essa sede, fá-la cada vez maior”[2].
O desejo de escutar o Senhor e de entrar na sua intimidade é o dinamismo da
oração e está presente quando, lendo a Sagrada Escritura, não se pretende
apenas aprender, mas se deseja ardentemente escutar o Deus vivo. Quem escuta
ou lê a Escritura com fé, é movido por este desejo de escutar a Palavra viva
de Deus, deixando-se arrastar para a convivência íntima com Ele.
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“A Escritura
e a Igreja” - Catequese do 4º Domingo da Quaresma
D. José Policarpo, Cardeal Patriarca
de Lisboa, Sé Patriarcal, 2 de Março de 2008
1. A Escritura,
conjunto de livros considerados pela Igreja como inspirados, isto é,
expressão em linguagem humana da Palavra eterna de Deus, sob acção do
Espírito Santo, é parte importante, embora não exclusiva, da Palavra de Deus
dirigida aos homens e escutada pela Igreja. Não é expressão única dessa
Palavra eterna, porque Deus pode continuar a revelar-Se pessoalmente ao
coração dos crentes; a Tradição viva da fé da Igreja, também ela conduzida
pelo Espírito, é manifestação da Palavra de Deus, como o é o Magistério da
Igreja, enviada por Deus a anunciar a Palavra e também ela conduzida pelo
Espírito. Entre estas várias expressões da Palavra eterna não pode haver
contradições, pois todas elas são expressão viva e actual em cada tempo, de
Jesus Cristo, a Palavra encarnada. Sob todas estas formas, Deus revela-Se ao
Seu Povo. O Povo de Deus, com quem Ele fez Aliança, é o verdadeiro
interlocutor de Deus para O escutar e acolher a Sua Palavra. A Igreja, Povo
do Senhor, é o critério decisivo da verdade que Deus comunica ao homem, ela
é infalível nesse processo de escuta da Palavra. Ouçamos, a este propósito,
o Concílio Vaticano II: “O conjunto dos fiéis, tendo a unção que vem do
Espírito Santo, não pode enganar-se na fé; este dom particular do conjunto
dos fiéis, manifesta-se através do sentido sobrenatural da fé, que é aquele
de todo o Povo de Deus, quando, desde os Bispos aos últimos dos fiéis
leigos, presta às verdades que dizem respeito à fé e aos costumes um
consentimento universal”[1]...
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A Fé e a
escuta da Palavra de Deus” - Catequese do 3º Domingo da Quaresma
D. José Policarpo, Cardeal Patriarca
de Lisboa, Sé Patriarcal, 24 de Fevereiro de 2008
1. “A Deus que revela
é devida a obediência da fé”[1].
O Concílio, inspirado em São Paulo, para quem a fé é uma obediência a Deus
que nos revelou a Sua Palavra, situa assim a relação da nossa fé com a
Palavra de Deus.
Já vimos que o desejo
de Deus é fazer-nos escutar a Sua Palavra eterna, entrando em comunhão
íntima com o Seu mistério. Fá-lo, normalmente, através da Palavra inspirada,
a Escritura, a Palavra da Igreja, a sua intervenção nos acontecimentos da
nossa vida. A Palavra revelada é sacramento que nos leva à intimidade com
Deus, permitindo-nos escutá-l’O, tocando o Seu desígnio a nosso respeito.
Através da palavra humana da Escritura ou da Igreja, Deus pode estabelecer,
com cada crente, um diálogo de revelação e de intimidade, que apenas
explicita e situa na vida de cada um a Palavra de Deus encarnada na Palavra
revelada. As revelações privadas não podem, nem afastar-se, nem contradizer,
o que Deus nos diz em Jesus Cristo e na Palavra de Deus, Escritura ou
Tradição...
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“O
Verbo eterno encarna na palavra humana: o carisma profético” - Catequese do
2º Domingo da Quaresma
D. José Policarpo, Cardeal Patriarca
de Lisboa, Sé Patriarcal, 16 de Fevereiro de 2008
1. O silêncio que se
abateu entre o homem e Deus, devido ao pecado, só pode ser quebrado pelo
próprio Deus, revelando-Se, comunicando a homens escolhidos, por meios
extraordinários, a Sua Palavra de amor. A revelação da Sua Palavra não se
sobrepõe ao homem, é feita por meios humanos, valorizando aqueles dinamismos
que, no homem, ainda guardam abertura à Palavra do Senhor. A revelação não é
só para o homem, é feita com o homem, empenhando a sua inteligência, o seu
coração, a sua acção na história, a sua capacidade relacional na recepção da
Palavra de Deus. Como diz Santo Agostinho, “Deus fala-nos por meio de homens
e à maneira humana porque, falando-nos assim, Ele procura-nos”[1].
É o dinamismo da Encarnação que se inaugura e foi o caminho escolhido por
Deus para restabelecer o diálogo e a intimidade com os homens. Este
dinamismo vai ter a sua plenitude em Jesus Cristo, o Verbo encarnado, a
Palavra eterna de Deus feita homem. N’Ele Deus adquire a possibilidade de
falar abertamente aos homens em linguagem humana...
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"O Verbo
eterno e o silêncio de Deus" - Catequese do 1º Domingo da Quaresma
D. José Policarpo, Cardeal Patriarca
de Lisboa, Sé Patriarcal, 10 de Fevereiro de 2008
1. O Santo Padre Bento
XVI convocou o Sínodo dos Bispos e propôs-lhe como tema aprofundar o
mistério da Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja. As catequeses
desta Quaresma situam-se nesse âmbito: elas representam o meu contributo
pessoal para essa meditação de aprofundamento na Igreja de Lisboa...
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Mensagem de
Quaresma do Cardeal Patriarca de Lisboa
Lisboa, 2 de Fevereiro de 2008, Festa
da Apresentação do Senhor. † JOSÉ, Cardeal-Patriarca
1. O Santo Padre Bento
XVI dirigiu a toda a Igreja a sua Mensagem para esta Quaresma. Compete-me a
mim concretizá-la para a Igreja de Lisboa, tendo em conta as suas
características, dinamismos e fragilidades, anseios e dificuldades, no
contexto das opções prioritárias da nossa acção pastoral.
O desafio global que
cada Quaresma nos apresenta é assim enunciado pelo Santo Padre: “A Quaresma
oferece-nos uma providencial ocasião para aprofundar o sentido e o valor da
nossa identidade de cristãos, e estimula-nos a redescobrir a misericórdia de
Deus, a fim de nos tornarmos, por nossa vez, mais misericordiosos para com
os irmãos”...
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Mensagem de
Sua Santidade o Papa Bento XVI para a Quaresma de 2008
Vaticano, 30 de Outubro de 2007,
BENEDICTUS PP. XVI
Queridos irmãos e
irmãs!
1. Todos os anos, a
Quaresma oferece-nos uma providencial ocasião para aprofundar o sentido e o
valor do nosso ser de cristãos, e estimula-nos a redescobrir a misericórdia
de Deus a fim de nos tornarmos, por nossa vez, mais misericordiosos para com
os irmãos. No tempo quaresmal, a Igreja tem o cuidado de propor alguns
compromissos específicos que ajudem, concretamente, os fiéis neste processo
de renovação interior: tais são a oração, o jejum e a esmola. Este ano, na
habitual Mensagem quaresmal, desejo deter-me sobre a prática da esmola, que
representa uma forma concreta de socorrer quem se encontra em necessidade e,
ao mesmo tempo, uma prática ascética para se libertar da afeição aos bens
terrenos...
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Carta
Encíclica "Spe Salvi" do Sumo Pontífice Bento XVI sobre a Esperança Cristã
Dado em Roma, junto de São
Pedro, no dia 30 de Novembro de
2007
Introdução
1. « SPE SALVI facti
sumus » – é na esperança que fomos salvos: diz São Paulo aos Romanos e a nós
também (Rm 8,24). A « redenção », a salvação, segundo a fé cristã, não é um
simples dado de facto. A redenção é-nos oferecida no sentido que nos foi
dada a esperança, uma esperança fidedigna, graças à qual podemos enfrentar o
nosso tempo presente: o presente, ainda que custoso, pode ser vivido e
aceite, se levar a uma meta e se pudermos estar seguros desta meta, se esta
meta for tão grande que justifique a canseira do caminho. E imediatamente se
levanta a questão: mas de que género é uma tal esperança para poder
justificar a afirmação segundo a qual a partir dela, e simplesmente porque
ela existe, nós fomos redimidos? E de que tipo de certeza se trata?...
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Discurso de
Bento XVI aos bispos portugueses
Por ocasião da visita ad
limina apostolorum
Cidade do Vaticano, Domingo, 11 de Novembro de 2007
Senhor Cardeal
Patriarca,
Amados Bispos
portugueses!
Sinto grande alegria
em receber-vos hoje na Casa de Pedro, pela força de Deus sólido pilar
daquela ponte que sois chamados a ser e a estabelecer entre a humanidade e o
seu destino supremo, a Santíssima Trindade. Oito anos depois da vossa última
Visita ad Limina, encontrais modificado o rosto de Pedro mas não o coração
nem os braços que vos acolhem e confirmam na força de Deus que nos sustenta
e irmana em Cristo Senhor: «Graça e paz vos sejam dadas em abundância» (1
Ped 1, 2). Com estas palavras de boas-vindas, a todos saúdo, agradecendo ao
presidente da Conferência Episcopal, Dom Jorge Ortiga, o esboço feito da
vida e situação das vossas dioceses e os devotados sentimentos que me
exprimiu em nome de todos e que retribuo com vivo afecto e a certeza das
minhas orações por vós e quantos estão confiados à vossa solicitude
pastoral...
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Discurso do
Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa a Bento XVI
Audiência do Episcopado
Português com Bento XVI
Visita «Ad Limina»: 10-11-07
Santidade,
A nossa peregrinação a
Roma experimenta neste momento a comum declaração da mais sincera comunhão
cum Petro e sub Petro. Fazemo-lo na co-responsabilidade de quem pretende
gastar as suas energias para que a Igreja, siga um itinerário de
espiritualidade de comunhão e seja no mundo uma verdadeira «casa e escola de
comunhão» (N.M.I. 43). Com a Exortação Apostólica do saudoso Papa João Paulo
II, Pastores Gregis, queremos assegurar a vontade de nos tornarmos Bispos
"servidores do Evangelho de Jesus Cristo para a esperança do mundo".
Trata-se dum programa pessoal que colocamos nos nossos propósitos e
intenções....
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A Missão das
ENS a Moçambique em 2007
Testemunho do Padre Edgar Clara
Vivem num dos países mais pobres do continente
africano, MOÇAMBIQUE. Seguem a fé cristã, transmitida pelos
missionários portugueses há vários séculos. A Igreja é viva e a cultura
tradicional enraizada. Casamento? Apenas depois de cumpridas as exigências
da Tradição local.
África, desde há séculos evangelizada por
cristãos europeus, começa agora a produzir os seus frutos. Mesmo
nas dioceses mais pequenas aumenta o número de padres de origem africana.
Aos poucos, a Igreja em África torna-se autónoma, dispensando a
presença de missionários. Crescem todos os anos o número de
vocações de especial consagração. Mas o trabalho da
evangelização e de intercâmbio entre a Europa e África não pára.
Num país com meio milhão de católicos baptizados -
cerca de 25 por cento da população total - a Igreja pretende
continuar a apostar na evangelização.
Durante o mês de Agosto, centenas de
voluntários chegaram a Moçambique para trabalhar nos campos da educação
cívica e social, acção caritativa, catequese e formação cristã. De Lisboa,
três casais partiram no mês de Agosto para uma missão de doze dias.
Acompanhar os casais das Equipas de Nossa
Senhora (ENS), que estão desde há nove anos em Moçambique, foi o
principal objectivo desta missão que
marca os 60 anos da criação da primeira Equipa...
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Se
conhecesses o dom de Deus” Jo 4,10
Padre Ângelo Epis (Conselheiro
Espiritual da ERI), Colégio Internacional das ENS 2007
Tendo
como pano de fundo o capítulo 4 do evangelho de João, procuramos ler a
realidade que nos interpela e abrir-nos às provocações do Espírito no tempo
de hoje. O evangelista diz: “Ficava ali o poço de Jacob. Então Jesus,
cansado da caminhada, sentou-se, sem mais, na borda do poço.” (Jo 4, 6).
Vamos deter-nos um pouco nesta imagem para descobrir a vontade de Deus e a
força renovadora do Espírito neste tempo. Parece-me que o percurso futuro da
nossa viagem poderia sair deste ícone. Os tempos que vivemos, as
provocações, as necessidades e os sinais podem ser lidos, compreendidos e
realizados na medida em que saibamos acolher a presença de Deus e o seu
desígnio para nós...
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“Eu procuro-O
no teu olhar, porque o nosso Deus é olhar. Um olhar sempre vivo” (Henry
Caffarel)
Carlo e Maria Carla Volpini,
Apresentação ao Colégio Internacional das ENS, Durham 2007
O
dia de hoje tem o fio condutor da oração e foi-nos confiada a tarefa de
desenvolver uma reflexão sobre este tema difícil, mas também muito
fascinante, falar da oração sem falar de orações, dizer alguma coisa a
respeito de um olhar que nos deve conduzir à fé, que deve, como diz
Caffarel, fazer-nos conhecer o Absoluto de Deus porque Deus é olhar...
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"Escolhidos
por Amor"
P. José Lima, Encontro Nacional de
Responsáveis, Fátima, Fevereiro 2007
Querendo comunicar-vos a alegria que me dais por estar aqui entre vós, entre
centenas de casais unidos num mesmo ideal e na mesma aventura de construir a
sociedade humana com futuro, partilho convosco a convicção de que todos
somos “escolhidos por amor”. Não é caso que pertença só a alguns, ainda que
por acaso isto possa parecer aqui e acolá. A família humana, nisto que hoje
nos reúne, não tem discriminações; tem diferença, tem percursos singulares,
tem histórias e lugares ou cenários onde as particularidades aparecem, onde
a diferença se impõe. Mas, é sempre o resultado da mesma “escolha por amor”.
Estou convicto, olhando para o que nos funda a todos, que sem o amor não há
humanidade...
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Conclusões do
Congresso Teológico-Pastoral sobre “A transmissão da Fé na Família”
Valência, 04-07 de Julho de 2006
Convocado pelo Conselho Pontifício para a Família, em colaboração com a
Arquidiocese de Valência, entre 04 e 07 de Julho realizou-se o Congresso
Teológico-Pastoral subordinado ao tema “A transmissão da Fé na Família”, no
âmbito do V Encontro Mundial da Família. Contou com a participação de um
vasto número de Cardeais, Arcebispos, Bispos, professores universitários,
sacerdotes, religiosos e religiosas e, especialmente, famílias provenientes
dos mais diversos países do mundo. No total estiveram presentes cerca de
9.000 pessoas...
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EXORTAÇÃO
APOSTÓLICA PÓS-SINODAL SACRAMENTUM CARITATIS DE SUA SANTIDADE BENTO XVI
Dado em Roma,
junto de São Pedro, no dia 22 de Fevereiro de 2007
1.
Sacramento da Caridade, (1) a santíssima Eucaristia é a doação que Jesus
Cristo faz de Si mesmo, revelando-nos o amor infinito de Deus por cada
homem. Neste sacramento admirável, manifesta-se o amor « maior »: o amor que
leva a « dar a vida pelos amigos » (Jo 15, 13). De facto, Jesus « amou-os
até ao fim » (Jo 13, 1). Com estas palavras, o evangelista introduz o gesto
de infinita humildade que Ele realizou: na vigília da sua morte por nós na
cruz, pôs uma toalha à cintura e lavou os pés aos seus discípulos. Do mesmo
modo, no sacramento eucarístico, Jesus continua a amar-nos « até ao fim »,
até ao dom do seu corpo e do seu sangue. Que enlevo se deve ter apoderado do
coração dos discípulos à vista dos gestos e palavras do Senhor durante
aquela Ceia! Que maravilha deve suscitar, também no nosso coração, o
mistério eucarístico!...
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